QUANDO O PESO REALMENTE IMPORTA NO CICLISMO
Acabou de acabar o tour de france Femme com a vitória implacavel da francesa Pauline F. P.
Além de sua contendencia na oitava etapa o que chamou atenção foi o peso corporal apresentado, somado ao fato de ter perdido mais ou menos 4 kg em 30 dias.
No ciclismo vemos uma tendencia ao aumento do consumo de carboidratos, o que antes era 60, passou para 80 e hoje o que se fala é em 120 gr/hs de carbo, obviamente que, para um intestino bem treinado.
Com isto vem uma tendência a ciclistas mais fortes muscularmente, no masculinho, Contador, Froome e Valverde tiveram suas peformances superadas por Jonas e Pogacar, que por mais que sejam muito magros, existe ali uma carninha… principamente no quadriceps femoral cochas.
Após a vitoria de P.F.P. abre-se uma “discussão”, até que ponto é necessário estar tão magro? Até que ponto é saudável? Até que ponto é susentável?
Um ponto importante é… peso corporal só dever discutido inicialmente se o ciclista estiver com % de gordura dentro da faixa ideal e se estiver bem treinado, caso contrário, zera a discussão e vai treinar primeiro..
Uma vez o ciclista estando bem treinado e com % de gordura dentro das faixas ideias, quando tenho que me preocupar com meu peso corporal?
Você deve se preocupar com seu peso se vc for passar por subidas longas, 30, 40, 60 min subindo e com grau de inclinação acima de 8%, é ali que o peso corporal de individuos bem treinados e com % de gordura dentro dos parametros necessários irão fazer diferença.
Ah, mas eu vou para uma prova com percurso bem rolado, algumas subidas curtas e rápdias, ou o percurso totalmente plano, com retomadas e acelerações…
Esquece este negocio de peso… o que pode impactar é na sua mobilidade e agilidade dentro do pelotão, vc acaba ficando mais lento nas movimentações e respostas as acelerações, mas não que seu peso irá fazer você ficar para trás… pelo contrário, em percurso rolados e planos seu peso pode ser um aliado, repito, quando peso com qualidade. por que nestes percursos o que conta é sua potência absoluta, então o peso te ajuda a empurrar os pedais e não a potência relativa…
Ao observar o ciclismo de estrada você irá ver uma diversidade de perfis corporais, ciclistas magros, fortes muscularmente,… sprintes.
No ciclismo de estrada é evidente a função de cada ciclista em uma corrida, somado ao perfil da prova e o lider da equipe diante do percurso, o perfil dos ciclistas, se mais pesados ou mais leves varia justamente de acordo com percurso da prova.
Mais peso muitas vezes trás uma potência abosuluta melhor e no plano o que importante não é seu wts/kg
Vide P.F.P que na Paris Roubaix deste ano, estava com mais peso corporal pq era uma prova praticamente plana, com muitos paves/ paralelo e precisava ter um bom passo no plano, e ai como citei anteriormente, o peso corporal a mais é importante..
O que vemos são mtos profissionais plantando uma magreza na cabeça dos atletas que não é sustentável e principalmente, desenvolvem uma série de doenças físicas e mentais.
O que quero que vcs estejam conscientes apartir de agora é que estar mto magro é para poucos, não é sustentavel e a cobrança ou auto-cobrança por esta magreza não é sustentável.
Quando o peso realmente importa no ciclismo? Meu nome é Cris Silva, sou treinadora da Alta Performance Ciclismo, ex-ciclista profissional de ciclismo de estrada e eu vou abordar um tema que tá muito em alta nesse momento. Dá a minha opinião para você que tá assistindo esse vídeo. Se você é encanado com peso ou encanada com peso, a partir de agora você vai entender quando é que você tem que estar muito magro ou muito magra e quando é que o seu peso às vezes você um pouquinho mais forte vai ser positivo no pelotão. Pessoal, acabou de acabar o Tour de France Fem 2025 com a grande campeã, a francesa Paulini Ferrani prevô, que nos premiou com uma performance incrível na oitava etapa, ao subir o Cool de la Madele, uma montanha de 18 km com a média de inclinação de 8.3% mais ou menos, aonde ali ela despachou suas adversárias e abriu um gap de 3 minutos mais ou menos. levando então essa vitória incrível pra França, né? O o país do maior evento de ciclismo do mundo e um dos maiores eventos esportivos do mundo. Agora, após 30 anos, tem uma francesa como campeã. E quando eu digo 30 anos é entre homens e mulheres, tá? A gente tem então uma francesa como campeã do Tour de France. Porém, além da sua vitória, da sua performance irretocável, uma coisa que chamou muita atenção da Pauline foi a sua magreza física. Ela que em mais ou menos 30 dias perdeu aproximadamente 4 kg. Se a gente for comparar do começo da temporada ou quando ela venceu a Paris Rubé, ela perdeu ainda mais peso. E aí a questão é assim, muito se fala, né, do do quanto isso é sustentável, eh, do quanto isso é saudável e o quanto isso é necessário. Pessoal, o peso corporal ele faz diferença em subidas com inclinação maior do que 7 a 8% em diante e com esforços de longa duração. Se você tá falando ali de um rolê ou de uma competição no plano, no rolling rias curtas, lançadas, peso corporal e principalmente percentual de gordura, não faz diferença. E agora eu quero abrir uma aspa muito importante aqui para você. Nós estamos falando de ciclistas treinados com percentual de gordura dentro da normalidade pra modalidade, ciclismo. Por que que eu tenho que fazer essa observação com você? Porque se eu pego uma pessoa que está destreinada e mais fortinha, musculosa, ela está destreinada. A gente não tem nem por começar essa conversa falando de peso corporal se minimamente treinada essa pessoa não está. Agora, se eu trago essa questão para um ciclista ou uma ciclista que está treinada bem fisicamente, percentual de gordura, OK? Porque antes da gente pensar em peso corporal, a gente tem que entender o meu percentual de gordura está OK? E muitas vezes o percentual de gordura do ciclista está massa, só que ele tem um volume muscular maior. E aí vem uma cobrança externa que acaba se tornando uma cobrança interna. Eu tenho que dar magro, eu tenho que tá magro, eu vou paraa subida. Eu tenho que emagrecer, eu tenho que emagrecer. Ah, mas eu vou para uma prova e um percurso bem rolado, algumas subidas curtas e rápidas ou um percurso totalmente plano com retomadas e acelerações. Esquece essa questão de peso, minha gente. O que pode impactar essa questão do peso é na sua mobilidade e agilidade para você transitar dentro do pelotão. Você acaba ficando um pouco mais lento ou mais lenta nessas movimentações e as respostas às acelerações também acaba ficando um pouco mais lento. Aí você pode ficar para trás por isso, mas não porque você é mais pesado. Pelo contrário, em percursos rolados e planos, o peso corporal pode até ser um seu aliado. Eu repito, quando peso com qualidade, porque nesses percursos o que conta, na verdade, é a sua potência absoluta e não a sua potência relativa. A potência relativa, ela vai fazer diferença, repito, em esforços de longa duração com inclinações acima de 7 8%. E olha, esforços de longa duração, porque se for uma subidinha de 7% de 500 m, provavelmente você vai passar ela lançado e você a metade dela lançado e o peso corporal um pouquinho mais alto do que o seu concorrente, do que o seu parceiro de treino, não vai fazer tanta diferença. E aí tem uma questão muito interessante que eu quero trazer para você sobre essa questão de peso corporal, essa discussão, né, que tá tá muito aflorada no ciclismo de estrado. O que que acontece? Ao observar as provas e a composição das equipes, a gente percebe que os ciclistas têm uma diversidade corporal e física ali. Ou seja, a gente tem ciclistas que são mais pesados, ciclistas que são mais esguios, menos músculo corporal, outros muito altos, outros já com estatura mediana, porque a gente sabe que no ciclismo de estrada, assim como no mountain bike, tem uma disputa ou uma variação de terreno, certo? Como o ciclismo de estrada é uma prova muito coletiva, ao contrário do mountain bike, é uma prova muito individual e aí larga-se, por exemplo, no Tour de França, uma equipe masculina larga com oito ciclistas. Então, permite-se as equipes serem compostas por diferentes perfis corporais de ciclistas. Então, vai ter o ciclista escalador, que ele é um pouco mais magro, esgu menor, todos dentro de um percentual de gordura, OK? vai ter aquele ciclista mais forte, mais marrudo, que é aquele ciclista mais rolador, que puxa no plano. Vai ter aquele ciclista também forte, mas que ele faz constantes acelerações. O sprinter que agora que antes os sprinters eram um pouquinho mais baixo, mas muito parrudos e hoje os ciclistas são muito grandes, como Jonathan Milan, o próprio Vanerpool que tem algum tem um bom sprint, Bolt Vanart, né? Philipsen são ciclistas altos e muito forte muscular. é fisicamente. Então, veja que tem essa diferença. E aí, óbvio, que cada ciclista vai se destacar em determinados pontos, mas se o peso corporal fosse um problema, concorda comigo que as equipes seriam compostas todas, independentemente da função do ciclista, apenas com ciclistas muito finos e magros. E não é assim que as equipes são compostas. Pelo contrário, existe uma fase na temporada que as equipes vão ao mercado buscar esses atletas mais fortes, mais alto, mais musculosos, porque eles são importantes, por exemplo, nas clássicas. E aí eu trago a atenção. Paulini Ferran prev na Paris Rubé desse ano, onde ela foi campeã, ela mesmo falou: “Eu estava bem mais pesada do que agora”. Por quê? Porque eu precisava ter passo no plano. Agora eu sabia que o que ia fazer diferença era escalada do culto e lavadela. Então eu emagreci muito, mas ela ressalta, isso não é sustentável e nem saudável a longo prazo, ou seja, esperamos daqui algumas semanas, Paulini Ferrani prevô já com um volume corporal maior. Aí aí nós, no caso eu, Cris, treinadora, e você ciclista que tá vendo esse vídeo, a gente tem muita cautela com que a gente planta na cabeça das pessoas. e também com o que a gente faz o nosso dia a dia, porque essa busca por um preso, por um peso extremamente baixo, ela não é saudável fisicamente e muito menos mentalmente. Tanto que na minha carreira como atleta profissional e agora na minha carreira como treinadora, eu vejo muitos ciclistas se destacarem e depois sumirem. Por quê? a grosso modo falando, empapuça, por quê? Atingem uma uma um peso corporal para determinados perfis de provas que não é sustentável. E logo quando não consegue sustentar aquilo porque é o padrão mental que criou-se na sua cabeça, que que faz? Para de praticar o esporte, porque o padrão criado é muito, muito difícil de ser mantido por sustentabilidade. Abre-se mão de muita coisa para você sustentar um peso muito baixo e mentalmente é muito pesado. Fica essa dica para você. A partir de agora você já sabe se você precisa ou não e quando você precisa ter um peso corporal baixo, quando numa boa forma física e também essa parte da sustentabilidade que pesa muito e algumas pessoas quando buscam esse padrão não acabam contabilizando. Se você gostou desse vídeo, deixa aqui o seu comentário, eu estarei lendo todos, pega ele, coloca no grupo do WhatsApp, é um assunto extremamente importante e que quanto mais pessoas tiver acesso a ele, mais qualidade e mais diversão elas vão ter. Um grande abraço e até o próximo.
10 Comments
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obrigado
Aconteceu isso comigo. Pesava 85 kls e baixei para 63 kls . Não sustentei engordei tudo rapidamente e parei de pedalar
Poderia fazer um vídeo ou live com uma nutricionista com dicas de alimentação ideal para os ciclistas. Tmj👊
Tbm estava na neura de ficar muito magro, de 67 kg baixei para 61 kg e perdi rendimento e passei a ter câimbras. Hoje tenho 63 kg e estou melhor assim. Obrigado Cris pela excelente explicação e assunto muito controverso.
A Goat ao final do tour aparentava estar doente
E quando me perguntam pq eu não uso bike de carbono sendo que eu tenho 1.90 e 90 kilos… kkkkkk Só de arrasto aerodinamico é praticamente pedalar com a mão no freio.. kkk
Cris, fala da prova da Tota no tour, queremos saber da performance da nossa brazuca bruta, abraço.
Eu prefiro estar mais leve pra min peso é importa pra permanece mais não pode ficar muito leve também não senãoa pessoa adoece…
Excelente vídeo Cris! Obrigada!